quarta-feira, 16 de junho de 2010

Sonhos de criança

Quando eu era mais novo, há uns 10 anos, achava que a coisa mais legal do mundo seria uma montanha-russa no meu prédio. Para ter graça, ela teria que passar por dentro do prédio, dar voltas e voltas descendo pelas paredes externas e passando dentro da piscina pra jogar muita água. E o ponto mais alto seria uma queda do terraço que despencava 90° graus até entrar por um túnel que dava na garagem. Daí ela subia pela rampa até parar na portaria. E na minha cabeça isso era muito viável.

-------------------------------------------------------------------------------------
Quando crescesse eu queria ser lutador! Muito Mortal Kombat na cabeça. Depois vi um filme em que um dos lutadores do campeonato de luta era toureiro. Sonhei em ser um toureiro lutador. COMOFAS/ Muito dorgas. Mais adiante desejei seguir carreira na natação, um pouco mais perto da realidade mas ainda distante da capacidade. Por fim passei por psiquiatra, jornalista e agora estou tentando a psicologia. Deve ser mais fácil que ser um toureiro lutador.

-------------------------------------------------------------------------------------
Quando ouvi dizer que AIDS era uma doença que se pegava fazendo sexo, na minha cabecinha criativa, tinha uma bolinha vermelha no fundo da vagina que se você encostasse o pênis nela, dava AIDS.
-------------------------------------------------------------------------------------
Me senti um gênio quando expliquei pra uma amiga que o milho dava em uma espiga cheia deles. Ela pensava que o milho era um tipo de vômito dos pintinhos. Mais criativa que a montanha-russa, o toureiro lutador e a bolinha vermelha na minha humilde opinião.

domingo, 25 de abril de 2010

Confusões da mente infantil

Professora do Pré: Meninos, quando eu contar até 3 quero ouvir vocês falando as vogais.
Alunos: Tááá
Professora: 1, 2, 3 e já!
Victor (ALTO): AS VOGAAAAIS!!
Alunos: QQQQ/
E foi na sinceridade =(

------------------------------------/----------------------------------------
Certa vez a mesma professora, Emília, quis que a sala ficasse em silêncio e gentilmente pediu aos alunos:
-Turma, agora todo mundo, zíper na boca.
Ouvindo aquilo meu cérebro brilhante e criativo interpretou da seguinte forma:
-Turma, agora todo mundo, Zí-perna-boca
E fiquei anos a imaginar porque uma expressão tão estranha... e a imagem de uma perna na minha boca sempre vinha quando eu a ouvia.

------------------------------------/----------------------------------------
Outra vez ainda a professora conta do seu carnaval pros alunos:
-Fui pular carnaval em Sto. Antônio com meu marido. A única coisa ruim foi que quebrei a perna.
2 coisas.
1 - Pensei: "que horror, deve ser por isso que minha mãe não gosta de carnaval" e fiquei a imaginar pessoas pulando mesmo, desordenadamente até que minha professora quebrou a perna de tanto pular.
2 - 14 anos depois eu entendo que quebrar a perna não é desculpa pra justificar apenas 2 dias de falta da professora (que aparece na aula sem gesso). E agora que sei como é o carnaval de verdade... enfim... ela não diria pros alunos do C.A, né?

terça-feira, 20 de abril de 2010

VLG

Quando eu era pré-adolescente, na fase mais legal eu diria, era fascinado por fantasia medieval (o que não mudou muito de 2000 pra 2010, whatever). Jogava muito AGE OF EMPIRES II: The Conquerors. Tinha um grupo de amigos formado por Victor Hugo, Luís Felipe e Gabriel, VLG, tínhamos um clube. :D
A gente costumava ir durante a tarde pra uma mangueira no fundo do condomínio e ficar falando de jogo e guerra com cavalos, espadas e arco e flecha, até que um dia um de nós, não lembro ao certo quem, teve a ideia de fazer daquela mangueira enorme nosso castelo. Nossa, era uma ideia maravilhosa, pegamos uma faca e cortamos a árvore com nossas iniciais em cada galho que representaria nossos quartos e marcamos o território com estacas no chão, era nossa muralha. Logo um outro grupo de meninos percebeu que estávamos nos divertindo muito e resolveram fazer um clã rival. Imagina onde isso foi parar? Começamos a recrutar meninas para fazer espadas com galhos e arco e flechas com galinhos de bambu e bexigas murchas. Luíza foi nossa primeira aliada, (ela gostava do Luís :P ) e chamou as outras meninas pra se juntar à produção de armas. Logo o parquinho de madeira do condomínio foi desmontado pra construírem um novo e toda madeira e telhado das casinhas antigas ficaram entulhados, material perfeito para que fizéssemos escudos com as telhas e mais muralhas com as toras de madeira. Logo começamos a treinar com as armas manufaturadas e me tornei o comandante do exército formado por mim, Luís, Gabriel. Éramos um exército perigoso e devastamos o castelinho inimigo que ficava do outro lado do condomínio (lá era bem grande). Na verdade o outro exército era composto por outros 3 meninos, Divino Junior, Lucas e Luca. Após a primeira vitória nomeamos Luíza como nossa rainha e Luís nosso rei e continuamos a trabalhar para fortificar nosso castelo. Tínhamos até um esconderijo pra guardar nossas armas. Acho que nessa época isso era a coisa mais importante pra mim, e eu viva cheio de machucados das lutinhas que fazíamos no coliseu (quadra) e das tábuas caindo no meu pé.
O clã cresceu tanto que chegamos a unificar as crianças do condomínio (umas 20) sob nosso castelo, até que não havia nada para conquistar então houve o racha no império! Os meninos mais velhos se separaram e resolveram fazer um clã rival. Não foi nada bom... eu e Luís tínhamos 11 éramos os mais velhos enquanto os nossos rivais agora tinham entre 14 e 16 anos, não podíamos lutar contra eles, eram bem mais fortes e podiam fazer armas melhores. Mesmo assim continuamos com o VLG até que eles resolveram nos atacar. Foi triste... lutamos até a morte por nosso castelo. Lembro que tive que lutar contra um menino que tinha um capacete de motoqueiro! Eu não tinha isso, era uma armadura impenetrável! E o Luís que grudou no pescoço do Ronaldinho e bateu nele, mas daí ele segurou a gente e acabou a graça. Perdemos. No outro dia fomos tirar as armas do esconderijo e eles já tinham roubado tudo. Devastaram nossas casas e levaram nossas esposas... éramos homens destituídos de seus reinos, não tínhamos mais casa, armas, se quer material pra fabricar mais (o porteiro disse que ia dar multa em quem continuasse arrancando bambu pra fazer espada, porque a gente tinha acabado com o jardim!). E assim acaba história de um reino que um dia foi próspero. E meu sonho era viver aquilo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

7 de Setembro

A nossa escola há quase um século desponta
No decreto de Peçanha o presidente
E se implanta nessa terra tão distante
Um novo ensino corajoso e diferente

Forja o homem no trabalho na oficina
Eis a escola de aprendizes altaneiros
Ideal de quem trabalha e ensina
A profissão do novo jovem brasileiro

Os artífices de outrora pioneiros
Foram arautos dessa história de mudanças
Muda o nome, muda o ensino e muda o tempo
Só não muda nossa grande confiança

Seja ETF ou Escola Industrial o Cefet agora é centro de pós-graduação
Ensino técnico e terceiro grau, mantendo sempre a marca, tradição e evolução

O que passou marcou
O que passou marcou
Façamos nossa história
CEFET MT!
E nada vai mudar, nossa escola tão querida nossa tradição de glórias

-

Desfile da independência de 2004

terça-feira, 3 de novembro de 2009

First Girl

Ela chama Flávia. Hoje eu nem falo mais com ela, nem sei se a tenho ainda no orkut, mas ela estava linda da última vez que a vi, com uns 18 anos. Como ela foi a minha primeira namorada (com pedido de namoro!) eu num tenho como me esquecer dela. Ela era minha vizinha de condomínio aos 9 e 10 anos e graças as primeiras brincadeirinhas de verdade ou consequênia a gente deu nosso primeiro beijinho, um selinho que pra mim havia sido O BEIJO. Daí ela passou a me chamar de pãozinho (OMG não esqueço isso, kkk) e de namoradinho. Ela é mais velha que eu quase 2 anos mas também não tinha beijado ninguém. Era divertido mas sempre me deixava muito nervoso quando ela estava por perto até por que havia a pressão dos nosso amiguinhos pra nos ver beijar, o que de FATO nunca aconteceu. Lembro de quando ela me chamou na piscinha e disse, "quer namorar comigo?". Eu ri de nervosismo e surpresa e disse que sim. Aí está, meu primeiro namoro com 10 anos.
Duas coisas que me marcaram muito durante o 'namoro'. A primeira foi quando fomos assistir filme na casa de uma vizinha nossa e ela pegou na minha mão por baixo no lençol e colocou as pernas entre as minhas, eu achava que aquilo era um super envolvimento e que dali só passaria quando eu me casasse, então naquela hora fiquei com medinho e muita vergonha. Outro momento importante foi em um aniversário que fomos de uma amiga nossa com todos os vizinhos do condomínio, aquelas festinhas de criança, e alguns amigos nossos queriam que a gente beijasse de língua! ISSO ERA O MUUUUST pra mim. Mas como eu nunca tinha feito isso e confesso que estava morrendo de medo e com pouca vontade de fazer eu sumi da festa! Ops... cadê o Victor? Mais tarde me encontram no estacionamento e disseram que ela estava no banheiro esperando e que iam segurar a porta pra gente beijar. kkkk Mas tive que dizer que ia embora. E fui, sem beijar.
Foi uma época muito emocionante pra mim. Apesar desse bendito beijo ter acontecido só 3 anos depois com outra garota. O namoro terminou por que um dia alguns vizinhos queriam brincar de gato mia na minha casa, e ela não, e eu fui brincar e deixei ela. Aí ela bateu no meu apartamento e disse "não estamos mais namorando". Eu fechei a porta e voltei a brincar. Porque afinal eu era uma criança e preferia brincar do que ficar dando satisfação das minhas brincadeiras. Depois voltamos a ser amigos e nos beijar nas brincadeiras de verdade ou consequência, até que ela começou a ficar de verdade com outro garoto mais velho lá do prédio e permaneci BV mais alguns anos.

sábado, 19 de setembro de 2009

Sonho

Esse sonho merece ficar gravado, acho que nunca tive um tão divertido!

Eu estava em uma floresta escura com várias pessoas, algumas que eu conhecia e outras que eu não conhecia também. What the hell eu tava fazendo lá eu não sei. Do nada um cara com orelhas de burro morre e é enterrado ali. A polícia começa a investigação e começa a minha fuga! Eu não tenho certeza se fui eu quem matou o homem das orelhas de burro mas me senti no dever de fugir dos policiais. Então comecei a correr como se fosse um cachorro, por que nos meus sonhos, correr em pé escorrega muito e usando as mãos eu consigo me puxar pra frente apoiando no chão sem escorregar. Desci a rua em frente do Cefet correndo e eles não conseguiram me pegar então entrei no cemitério pra despistá-los. Lá dentro encontrei mais 2 colegas meus que estavam fugindo, Tiago e Raíssa (Fox e Milu). Começamos uma fuga conjunta. Uma policial me viu por trás de tumba então tive que avançar sobre ela e matá-la na mordida! Saí do cemitério com um salto sobre o muro dele, o que também me fez flutuar no ar por alguns segundos, o bastante para que eu começasse a nadar e me mantivesse pairando e aos poucos me aproximando do chão. Depois disso comecei a dar saltos por cima das casas com a Milu e acabamos parando dentro de uma escola. Nos disfarçamos de alunos e ficamos sentados no gramado em uma roda com mais o Ancelmo, o Gustavo e duas meninas gordas e feias. Ficamos lá tanto tempo conversando que me deu sono. Ele encostou o joelho no meu... encostou o ombro no meu... apoio a cabeça no meu ombro... dormiu... Então me senti mais confortável que nunca. Todos levantaram e foram embora e ficamos só nós na grama. Deitei e o coloquei deitado ao meu lado e quando peguei na mão dele ele levantou, fez uma careta como se eu estivesse fazendo alguma coisa errada e foi embora. Olhei em volta e as duas gordas feias ainda estavam sentadas no meio fio e conversando. Peguei minha mochila e fui pra casa (em um prédio que ficava ao lado da escola). Chamei o elevador e em seguida lembrei "eu não moro mais aqui". Então saí pela portaria e quando cheguei no jardim da frente do prédio dei dois pulos seguidos de cambalhotas como se fosse a própria Lara Croft. Uma velhinha gorda passava pela rua em um carro velho conversítvel e me viu fazendo isso. Parou o carro e me chamou:
- Hei seu índio.
- Índio? o.O
- É, você está detido!
- Por que?!
- Você é aquele índio arruaceiro do Liceu Cuiabano, né?
- Não, deve estar me confundindo.
- Não, eu conheço muito bem o seu tipo, destruindo os jardins.
- Q! Eu não estudo mais, eu terminei o EM no cefet!
Ela desceu do carro, me entregou as algemas e disse, "liga pro seu pai vir te buscar" e insistiu que até lá eu ficasse algemado com uma árvore na calçada. E fiquei lá algemado a uma árvore morrendo de vergonha de me verem. E as algemas eram de coco.

sábado, 18 de julho de 2009

Celebrando a Paz

A festa de abertura das olimpíadas da minha escola (Escola Presbiteriana de Cuiabá) estava quase no fim. Já havia sido apresentado de tudo ao público, teatro, dança, coral e cantores mirins evangélicos. Eu até já tinha feito o meu papel de Jesus, vestido de branco e passeando pelo meio das pessoas com capas pretas e as libertando do mal. Faltava apenas o Grand Finale que foi programado pelos alunos da oitava série para fechar com chave de ouro aquela festa. A ideia consistia em uma coreografia em que as meninas da turma dançariam vestidas com vestidos brancos celebrando a paz e cada uma delas segurando um globo de isopor oco nas mãos, pintado com o mapa mundi. Mas o tchan da coisa, pelo menos o que se esperava que fosse, seriam as pombas brancas que a diretora libertaria de uma caixa de madeira no meio da apresentação, representando a paz. A ideia parecia infalível, não fosse pela incrível adaptação que fizeram de última hora, colocar as pombas dentro dos globos que as meninas carregariam.

A coreografia foi ensaiada muitas vezes para ser perfeita na cerimônia. E foi. Ao final todas elas abriram seus globos para que suas pombas sobrevoassem o público e fossem livres . Mas as pombas estavam tontas de tanto girar dentro dos globos. Metade delas tentou sair e acabou se jogando contra o chão e a outra metade simplesmente não conseguiu sair de dentro do globo.

Os aplausos encerraram a cerimônia e as alguns alunos foram socorrer as pombas inconscientes no chão. Uma delas rodava e se debatia com as asas.